Com o caso de Eliza Samudio de volta aos holofotes após o passaporte que pertencia à modelo ser encontrado em Portugal, a mãe de Eliza, Sônia Moura, se pronunciou nesta terça-feira (6). Em um texto publicado em suas redes sociais, Sônia afirmou que tudo que tem a dizer neste momento “vem de um lugar de profunda dor e exaustão emocional”.
“Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma. Ela carrega uma saudade que aperta o peito, que sufoca, que nunca descansa. E, mesmo assim, dói ainda mais ver a imagem da minha filha sendo usada como se fosse um instrumento para gerar audiência, dinheiro e fama”, escreveu.
A mãe de Eliza criticou a forma como a imprensa tratou a nova informação no caso da filha e desabafou sobre a dor do nome e imagem de Eliza serem expostos mais uma vez. “Dói constatar que ainda existam profissionais da imprensa que escolham ignorar a sensibilidade, a ética e a responsabilidade, deixando de investigar os fatos com seriedade e de publicar uma matéria honesta e verdadeira”, contou.
O documento foi encontrado por um homem não identificado em um imóvel alugado, e a informação foi divulgada pelo portal Léo Dias TV, antes mesmo que a família da vítima fosse avisada. “Cada exposição desnecessária reabre a ferida, aumenta o vazio e transforma a saudade em revolta. Minha filha tinha uma história, sonhos, um sorriso, e não pode ser reduzida a uma manchete fria”, explicou se referindo à imprensa.
Sônia afirmou que escolheu se manter em silêncio diante das novas evidências que surgiram 16 anos depois do caso para lidar com a saudade da filha, mas acrescentou: “tenham certeza: vou exigir das autoridades todas as respostas que ainda não foram dadas. Essa é uma história marcada por muitas lacunas, e elas precisarão ser esclarecidas, porque minha filha merece respeito, verdade e justiça”.
O passaporte foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa no dia 2 de janeiro deste ano. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o documento será enviado para o Palácio do Itamaraty, em Brasília, e ficará disponível para que a família o pegue. Ainda não se sabe como o passaporte chegou à Europa.




