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Política

Lewandowski entrega carta a Lula e deixa o Ministério da Justiça

Ex-ministro do STF pediu exoneração nesta quinta-feira (8), após reunião com o presidente; Planalto já discute nomes para a sucessão na pasta
Por Sandra Costa
Atualizado há 5 meses
Tempo de leitura: 3 mins
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a carta de demissão do cargo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou nesta quinta-feira (8) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a carta de demissão do cargo. A decisão foi comunicada pessoalmente durante reunião no Palácio do Planalto e oficializa a saída do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal do comando da pasta.

Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça no início do atual governo, após deixar o STF, onde atuou por mais de 17 anos. À frente da pasta, conduziu temas sensíveis da área de segurança pública, políticas de direitos humanos e articulações institucionais com o Judiciário e o Congresso Nacional.

A exoneração deve ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias. Até a definição de um novo titular, a condução dos trabalhos pode ficar a cargo de um substituto interino indicado pelo Planalto.

Quem deve substituir Lewandowski

Com a saída de Lewandowski, iniciam-se as especulações sobre quem poderá assumir o comando da pasta. A escolha, no entanto, deve levar em conta tanto o perfil técnico quanto a capacidade de articulação política, em um momento de debates sobre segurança pública, sistema prisional e relações entre os Poderes.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública é responsável pela política de segurança pública, pela Polícia Federal, pelo sistema penitenciário e pela interlocução direta com o Judiciário. A liderança dessa pasta exige um perfil capaz de combinar densidade jurídica, autoridade política e capacidade de gestão.

De acordo com apuração do portal Congresso em Foco, os nomes mais cotados para assumir o ministério são: Tarso Genro, que já ocupou o cargo entre 2007 e 2010, no segundo mandato de Lula; Andrei Rodrigues, atual diretor-geral da PF, ele foi indicado ao cargo no início do terceiro governo Lula; Vinicius Marques de Carvalho, ministro da Controladoria-Geral da União (CGU); Marcos Aurélio de Carvalho, advogado criminalista e coordenador do Grupo Prerrogativas, coletivo que reúne juristas, advogados e acadêmicos com atuação pública em defesa das garantias constitucionais e do Estado Democrático de Direito; e Manoel Carlos de Almeida Neto, principal gestor da Secretaria-Executiva do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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