O tradicional bloco Pinto da Madrugada, reconhecido como Patrimônio Imaterial da Cultura Alagoana, confirmou seu desfile para o dia 7 de fevereiro, prometendo arrastar uma multidão de meio milhão de pessoas pela orla de Maceió.
Além da celebração cultural que completa 27 anos de história, a agremiação se posiciona como um motor econômico para o estado: estimativas baseadas em levantamentos anteriores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) apontam que o bloco é responsável pela maior fatia da movimentação financeira das prévias, que em edições passadas chegou a ultrapassar a marca de R$ 140 milhões.
Injeção de recursos e turismo
Para 2026, a temática “Um Mar de Alegria” deve impulsionar diversos setores, desde a rede hoteleira até o comércio informal. Segundo o economista e diretor do bloco, Herman Braga, o evento já transcendeu a barreira da diversão para se tornar um produto turístico nacional.
“O evento é totalmente consolidado no estado e faz parte do calendário cultural e turístico de Maceió. Nesse contexto, o Pinto da Madrugada contribui diretamente para esse crescimento, reforçando o carnaval de Maceió e projetando a cidade para todo o Brasil”, pontuou Braga.
Historicamente, o impacto do bloco é massivo. Em 2019, por exemplo, do total de R$ 148 milhões movimentados nas festividades de rua da capital, cerca de R$ 119 milhões foram associados diretamente à presença do Pinto da Madrugada na avenida.
