Manoel Carlos, autor de grandes sucessos da teledramaturgia brasileira, faleceu neste sábado (10) no Rio de Janeiro, aos 92 anos. O escritor, conhecido carinhosamente como Maneco, fazia tratamento contra a Doença de Parkinson no Hospital Copa Star, em Copacabana. A família não divulgou a causa específica da morte.
Em nota oficial, os familiares comunicaram: “A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado”. O velório será realizado de forma reservada, apenas com a presença de familiares e amigos próximos.
O autor deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina, que colaborou com o pai em diversas produções. Maneco teve outros três filhos que faleceram antes dele: o dramaturgo Ricardo de Almeida (1988), o diretor Manoel Carlos Júnior (2012) e o estudante de teatro Pedro Almeida (2014), que morreu aos 22 anos.
Nascido em São Paulo em 1933, filho de um comerciante e uma professora, Manoel Carlos iniciou sua vida profissional aos 14 anos como auxiliar de escritório. Na juventude, frequentava diariamente a Biblioteca Municipal de São Paulo com um grupo que se autodenominava Adoradores de Minerva.
Sua carreira artística começou aos 17 anos, quando atuou no “Grande Teatro Tupi”. Em 1952, passou a escrever para televisão, trabalhando em diversas emissoras brasileiras. Na TV Tupi do Rio de Janeiro, adaptou mais de 100 teleteatros.
Durante os anos 1960, trabalhou na TV Excelsior. Na TV Rio, dividiu a redação do “Chico Anysio Show” com Ziraldo e Mário Tupinambá. Na Record, integrou a equipe de programas como “Hebe Camargo”, “O Fino da Bossa”, “Bossaudade”, “Esta Noite se Improvisa”, “Alianças para o Sucesso”, “Para Ver a Banda Passar” e “Família Trapo”.
Em 1972, ingressou na TV Globo como diretor-geral do “Fantástico”, permanecendo por três anos. Sua primeira novela para a emissora foi “Maria, Maria” (1978), adaptação do romance “Maria Dusá'” de Lindolfo Rocha. No mesmo ano, adaptou “A Sucessora”, de Carolina Nabuco.
Em 1980, escreveu episódios do seriado “Malu Mulher”, estrelado por Regina Duarte, e dividiu a autoria de “Água Viva” com Gilberto Braga. Além das novelas, criou minisséries como “Presença de Anita” (2001) e “Maysa – Quando Fala o Coração” (2009).
Uma característica marcante de sua obra foram as protagonistas chamadas “Helenas”, presentes desde “Baila Comigo” (1981) até “Em Família” (2014).
Em suas novelas, Manoel Carlos abordava temas sociais relevantes, promovendo campanhas para doação de medula, contra o alcoolismo, violência contra a mulher, preconceito e inclusão social.
*Texto redigido com auxílio de ferramenta de Inteligência Artificial




