No último dia 6 de janeiro, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pagou R$ 65.522,29 em indenização à colega de Câmara, a deputada federal Duda Salabert (PDT-MG). O valor foi quitado em decorrência de uma condenação confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), após Nikolas ter proferido comentários transfóbicos contra a parlamentar quando ainda era vereador na Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Na época, o então vereador afirmou não reconhecer a identidade de gênero de Duda, tratando-a com pronomes masculinos. Nikolas chegou a escrever, em uma postagem na rede social X, que não havia cometido crime algum: “só chamei homem de homem”.
A Comarca de Belo Horizonte, responsável pelo caso, condenou o parlamentar ao pagamento da indenização. Nikolas recorreu da decisão no STJ, mas o recurso foi negado pela 4ª Turma, que também determinou o acréscimo de 10% nos honorários advocatícios da deputada. A defesa de Duda, por sua vez, solicitou a conversão da indenização em cumprimento de sentença. Assim, a 33ª Vara Cível de Belo Horizonte estabeleceu o prazo máximo de 15 dias para o pagamento do valor.
Nikolas Ferreira já se envolveu em um caso semelhante quando foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) a pagar R$ 40 mil por danos morais a uma mulher transgênero, também por declarações feitas enquanto exercia o mandato de vereador. Na ocasião, o parlamentar se referiu a uma mulher que havia denunciado nas redes sociais a recusa de atendimento por um salão de beleza.
Após essa condenação, em novembro de 2025, Nikolas se manifestou nas redes sociais: “Virou crime chamar homem de homem. Repito: virou crime dizer uma verdade biológica. Centenas de processos, nenhum condenado por corrupção, lavagem de dinheiro, desvio de emenda e roubo de aposentado. Só resta condenar por dizer verdades. Ser perseguido pelo mal é o preço de não ser um deles”, disse.




