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Manaus aposta em armadilhas inteligentes para mapear focos de dengue

Ao todo, mais de 230 dispositivos devem ser instalados em cada zona da cidade
Por Iôrran Freire
Atualizado há 5 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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As ovitrampas são recipientes plásticos que simulam o ambiente ideal para a reprodução do mosquito. Foto: Divulgação/Semsa

A partir de fevereiro, uma nova ofensiva tecnológica contra o mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, será implementada em Manaus. As “ovitrampas” são armadilhas que capturam ovos do mosquito para monitoramento digital e foram desenvolvidas em parceria com a Fiocruz e o Ministério da Saúde. 

Ao todo, mais de 230 dispositivos devem ser instalados em cada zona da cidade, priorizando os 18 bairros com maior índice de infestação detectados no último levantamento. 

Ao contrário das inspeções tradicionais, as ovitrampas permitem que a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) gere dados estatísticos precisos através do aplicativo “Conta Ovos”, antecipando surtos não só de dengue, mas também de zika e chikungunya antes mesmo das larvas eclodirem, o que fortalece a prevenção.

Como funciona a tecnologia

As ovitrampas são recipientes plásticos que simulam o ambiente ideal para a reprodução do mosquito. Dentro deles, palhetas de madeira atraem as fêmeas para o depósito de ovos.

  • Ciclo de coleta: Os agentes de saúde retiram as palhetas após seis dias, impedindo que o local vire um criadouro real.
  • Análise digital: No laboratório, os ovos são contados e os dados inseridos no sistema, alimentando mapas que indicam, por cores, a densidade do mosquito em cada quarteirão.
  • Logística: Os dispositivos são fixados na área externa de imóveis selecionados, a uma altura entre 80 e 120 centímetros, protegidos de crianças e animais.
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