O longa-metragem brasileiro “O Agente Secreto” recebeu quatro indicações ao Oscar na manhã desta quinta-feira (22) pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Mas uma das principais discussões sobre a obra são os valores investidos para a produção do filme.
Com um investimento total de R$ 28 milhões, a película tem investimentos públicos e privados, divididos entre quatro países, Brasil, França, Alemanha e Holanda.
A contribuição financeira brasileira totalizou R$ 13,5 milhões, dos quais R$ 7,5 milhões foram provenientes do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), e o restante da iniciativa privada. O fundo é gerido pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) e tem a gestão financeira do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).
Informações falsas circularam de que a obra teria recebido aporte financeiro a partir da Lei Rouanet, um mecanismo de incentivo fiscal que não prevê o repasse direto de verbas do governo. A lei, porém, só pode ser solicitada para produções de curtas e médias-metragens, diferente do filme indicado ao Oscar.
Dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, “O Agente Secreto” recebeu indicações em quatro categorias do Oscar: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco. A premiação acontece no dia 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos.




