O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou na manhã desta quinta-feira (22), em uma cerimônia especial em Davos, na Suíça, o Conselho de Paz, uma organização que teria como finalidade atuar na mediação de conflitos e na reconstrução da Faixa de Gaza. O líder norte-americano convidou dezenas de mandatários para se juntarem ao acordo, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda não respondeu à proposta.
Durante o discurso na cerimônia, Trump citou a Organização das Nações Unidas (ONU) e aumentou o debate entre a comunidade internacional sobre a possibilidade de o objetivo do conselho ser criar uma “ONU paralela”. “Eu nunca nem falei com a ONU”, disse o presidente. Em contrapartida, ele também deixou no ar uma possível parceria, dizendo que haverá diálogo com outras organizações, incluindo a ONU.
Ainda na cerimônia de lançamento do Conselho, o presidente anunciou que a Carta Constitutiva seria formalizada e estabeleceu a primeira reunião do grupo, que também acontece nesta quinta (22). A Casa Branca informou que 25 países já aceitaram o convite para integrar o Conselho da Paz, entre eles Israel e Argentina.
O anúncio do novo órgão surge em meio a uma reviravolta na polêmica gerada pelas falas de Trump sobre a intenção de agregar a Groenlândia aos Estados Unidos. Nesta quarta (21), ele recuou das ameaças de impor tarifas como alavanca para tomar o território, e disse que um acordo está à vista para encerrar a disputa. Em resposta, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que vai negociar a questão da segurança da Groenlândia com os EUA e a Otan, mas que não abrirá mão da soberania do território para Donald Trump.
A resposta dos países ao convite
Até agora, pouco mais de 20 países anunciaram oficialmente que irão integrar o grupo proposto por Donald Trump. Em seu discurso no Fórum Econômico de Davos, o presidente americano disse: “Muitos países acabaram de receber o aviso e todos querem participar. Trabalharemos com muitos outros, incluindo as Nações Unidas”, ele ainda adicionou que os países que aceitaram participar do órgão inclui “líderes muito populares”.
O Brasil ainda não se posicionou oficialmente sobre o convite, mas a imprensa nacional e internacional especula justificativas para o adiamento da resposta. Entre elas, o fato de que muitas informações sobre o conselho permanecem desconhecidas e as relações diplomáticas que precisam ser preservadas em um ano de eleição.
Países que confirmaram participação no Conselho de Paz de Trump:
Israel
Argentina
Arábia Saudita
Emirados Árabes Unidos
Bahrein
Jordânia
Catar
Egito
Turquia
Hungria
Marrocos
Paquistão
Indonésia
Kosovo
Uzbequistão
Cazaquistão
Paraguai
Vietnã
Armênia
Azerbaijão
Belarus




