Considerada a maior poetisa viva do país, Adélia Luzia Prado (90), caiu em casa, localizada na cidade de Divinópolis, na última segunda-feira (19) e foi internada no Hospital São Judas Tadeu para passar por procedimentos cirúrgicos.
A escritora precisou passar por duas cirurgias, em decorrência de fraturas no fêmur, no cotovelo e no punho. Adélia ainda está internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da unidade e passa por um tratamento para complicações renais. As informações foram divulgadas pelo hospital no último domingo (25), que também comunicou que a idosa permanece sob monitoramento e está acompanhada de uma equipe multiprofissional.
Entrelinhas: quem é Adélia Prado
Adélia Luzia Prado (1935), completou 90 anos há pouco mais de um mês e é uma escritora e poetisa brasileira. Nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, cidade na qual mora até hoje, no dia 13 de dezembro. Escreveu suas primeiras linhas após a morte da mãe, em 1950.
Em 1953 formou-se professora e, dois anos depois, começou a lecionar no Ginásio Estadual Luiz de Melo Viana Sobrinho. Em 1979, depois de lecionar durante 24 anos, Adélia Prado abandonou o Magistério e passou a se dedicar integralmente à carreira de escritora. Recebeu da Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Jabuti de Literatura, com o livro “Coração Disparado”, escrito em 1978.
Entre suas principais obras, se destacam “A Bagagem” (1976), “O Coração Disparado” (1978) e “Solte os Cachorros” (1979). Em 2024, ela recebeu dois dos prêmios mais prestigiados da literatura portuguesa: o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras pelo conjunto da obra, e o Prêmio Camões.
Ainda em 2024, após dez anos sem novas publicações, a escritora anunciou sua nova obra “O Jardim das Oliveiras”, conjunto de 25 poemas inéditos escritos durante sua juventude.

