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Poetisa Adélia Prado é internada e faz cirurgias após acidente doméstico em Divinópolis, Minas Gerais

Escritora tem entre suas principais obras “A Bagagem” (1976) e “Coração Disparado” (1978)
Por Iasmim Melquíades
Atualizado há 3 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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Ainda em 2024, após dez anos sem novas publicações, a escritora anunciou sua nova obra “O Jardim das Oliveiras”, conjunto de 25 poemas inéditos escritos durante sua juventude. Foto: Reprodução/ Divulgação

Considerada a maior poetisa viva do país, Adélia Luzia Prado (90), caiu em casa, localizada na cidade de Divinópolis, na última segunda-feira (19) e foi internada no Hospital São Judas Tadeu para passar por procedimentos cirúrgicos. 

A escritora precisou passar por duas cirurgias, em decorrência de fraturas no fêmur, no cotovelo e no punho. Adélia ainda está internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da unidade e passa por um tratamento para complicações renais. As informações foram divulgadas pelo hospital no último domingo (25), que também comunicou que a idosa permanece sob monitoramento e está acompanhada de uma equipe multiprofissional. 

Entrelinhas: quem é Adélia Prado

Adélia Luzia Prado (1935), completou 90 anos há pouco mais de um mês e é uma escritora e poetisa brasileira. Nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, cidade na qual mora até hoje, no dia 13 de dezembro. Escreveu suas primeiras linhas após a morte da mãe, em 1950.

Em 1953 formou-se professora e, dois anos depois, começou a lecionar no Ginásio Estadual Luiz de Melo Viana Sobrinho. Em 1979, depois de lecionar durante 24 anos, Adélia Prado abandonou o Magistério e passou a se dedicar integralmente à carreira de escritora. Recebeu da Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Jabuti de Literatura, com o livro “Coração Disparado”, escrito em 1978. 

Entre suas principais obras, se destacam “A Bagagem” (1976), “O Coração Disparado” (1978) e “Solte os Cachorros” (1979). Em 2024, ela recebeu dois dos prêmios mais prestigiados da literatura portuguesa: o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras pelo conjunto da obra, e o Prêmio Camões.

Ainda em 2024, após dez anos sem novas publicações, a escritora anunciou sua nova obra “O Jardim das Oliveiras”, conjunto de 25 poemas inéditos escritos durante sua juventude. 

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