Em um mês à frente do Fortaleza, o novo CEO Pedro Martins já imprime a própria marca no Tricolor. As decisões iniciais da nova gestão indicam um processo amplo de reestruturação, que envolve mudanças administrativas, reformulação do elenco e redefinições estratégicas no departamento de futebol.
Nesta quarta-feira (28), o dirigente completa 30 dias no cargo que antes era ocupado por Marcelo Paz. Contratado para liderar o futebol do clube, Martins iniciou a trajetória promovendo ajustes internos e sinalizando um novo momento no Pici.
Apesar do movimento de transformação, o início do trabalho ainda gera questionamentos. As contratações realizadas até aqui não foram suficientes para atender plenamente às expectativas da torcida, que aguardava um impacto esportivo mais imediato.
Além disso, a saída de Marcelo Paz deixou uma lacuna de liderança fortemente identificada com o clube, fator que contribui para as dúvidas da arquibancada em relação aos primeiros passos da nova gestão.
Mudanças no Departamento de Futebol
A principal mudança foi a extinção do cargo de Diretor de Futebol, anteriormente exercido por Sérgio Papellin e Alex Santiago. Agora, o Departamento de Futebol do clube é dividido em gerências. Sob o comando direto do CEO Pedro Martins, Witor Bastos e Pedro Quintela foram contratados para serem gerentes de mercado e operações, dividindo as funções antes exercidas 100% pelo Diretor de Futebol.
A reformulação administrativa foi uma das marcas do primeiro mês. O Fortaleza anunciou a chegada de Witor Bastos, novo gerente de mercado, além de Pedro Quintela, que passou a ocupar o cargo de gerente de operações de futebol.
Na sequência, Roberto Braga foi integrado como gerente técnico de futebol. Em paralelo, o clube registrou saídas importantes nos bastidores: Júlio Manso e Daniel de Paulo Pessoa deixaram o Pici rumo ao Corinthians, enquanto Sérgio Papellin pediu demissão do cargo de diretor de futebol e acertou com o Vitória. O período também marcou o fim da parceria com a Cassino Bet, maior patrocinadora da história do clube.
Fora das quatro linhas, outro movimento relevante foi a nomeação de Bruno Cals como presidente do Conselho de Administração da SAF do Fortaleza para o biênio 2026–2027, reforçando o processo de reorganização institucional do clube.
Mudanças em campo
Dentro de campo, as mudanças foram ainda mais intensas. Desde a chegada de Pedro Martins, o Fortaleza contabilizou: três chegadas, duas contratações em definitivo, uma venda, cinco empréstimos e quatro rescisões contratuais. Um dos encerramentos de ciclo mais simbólicos foi o de Yago Pikachu, que deixou o clube após um longo período vestindo a camisa tricolor.
Além do meia-atacante, também deixaram o elenco: Bruno Pacheco, Yeison Guzmán, Breno Lopes, Pablo Roberto, Allanzinho, Matheus Pereira, Lucero, Emmanuel Martínez, Mancuso e Zé Welison.
Destes, Guzmán, Pablo Roberto, Allanzinho, Matheus Pereira e Mancuso foram negociados por empréstimo, enquanto Bruno Pacheco, Lucero, Martínez e Zé Welison rescindiram contrato de forma amigável. Breno Lopes foi vendido ao Coritiba, com o Fortaleza mantendo 50% dos direitos econômicos do atleta.
Em relação às chegadas, o clube anunciou os reforços do volante Ronald, do meio-campista Ryan e do zagueiro Luan Freitas, além das compras em definitivo de Pierre e Lucas Gazal.
Apesar das mudanças, ainda há lacunas dentro do elenco tricolor. A lateral-esquerda é um dos setores que está sem nomes de ofício para a temporada de 2026. No elenco, Diogo Barbosa e Weverson ainda têm contrato até o fim de 2026, mas não estão nos planos da comissão técnica e devem ser negociados.
Além das mudanças no futebol masculino, o encerramento das atividades do futebol feminino também aconteceram após a chegada do novo CEO, logo no primeiro dia da nova gestão.




