Durante coletiva para anunciar as ações de prevenção e combate a desastres no período da quadra chuvosa de 2026, o coordenador da Defesa Civil de Fortaleza (DCFor), tenente-coronel Haroldo Gondim, informou que o órgão está atualizando o mapeamento das áreas de risco da capital cearense em conjunto com a Prefeitura de Fortaleza.
Segundo ele, desde 2012 estavam catalogadas no sistema 89 áreas de risco em Fortaleza. São 14 anos sem a atualização destes locais. “A gente entende que esse número vai aumentar, mas só ao final desse processo a gente vai saber”, afirmou o tenente-coronel.
A reunião ocorreu após Fortaleza registrar a primeira grande chuva de 2026 nesta terça-feira (27), atingindo o maior acumulado do ano até agora, com 125mm, no posto pluviométrico da Maraponga. Os dados são da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), e o órgão já havia alertado que a continuidade desses volumes poderiam causar transtornos à população, como alagamentos nos centros urbanos.
De acordo com o tenente-coronel, muitos bairros que ficam à margem do Rio Maranguape, Rio Cocó e seus afluentes podem sofrer com problemas de inundação e alagamentos. “Essas áreas de risco basicamente se concentram muito nessas regiões”, aponta.
A DCFor concluiu nesta semana a terceira etapa de campo do Plano Municipal de Redução de Risco, com a atualização do mapeamento das áreas consideradas de risco.
O coordenador explicou que para construir ações e projetos para ajudar as pessoas que vivem nestas áreas de risco, a DCFor primeiro precisa “entender o problema”. “Hoje nós temos catalogado 89, algumas já foram erradicadas, mas nós, ao final deste plano municipal, iremos ter aí o número correto. Até o final do ano, a gente espera ter esse número correto”, informou.
Gondim também afirmou que atualmente a DCFor realiza o trabalho de videomonitoramento, com mais de 100 câmeras voltadas para as áreas de risco. Além disso, o órgão envia equipes para realizar acompanhamentos e vistorias nos locais de risco.




