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Política

Moraes nega visita de Valdemar e Magno Malta a Bolsonaro na prisão

Decisão do ministro do STF aponta que presidente do PL é investigado no mesmo caso e que senador tentou entrar irregularmente na unidade
Por Luiza Cardoso
Atualizado há 4 meses
Tempo de leitura: 4 mins
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O veto às visitas está fundamentado em riscos às investigações e em problemas disciplinares. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Jefferson Rudy/Agência Senado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou pedido para que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Magno Malta (PL-ES) visitem o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (29), com base em dois fatores principais: Valdemar é investigado pelas mesmas acusações que pesam contra Bolsonaro e Malta tentou entrar irregularmente na unidade prisional anteriormente.

O veto às visitas está fundamentado em riscos às investigações e em problemas disciplinares. Valdemar Costa Neto é alvo de investigação reaberta pela 1ª Turma do STF em 21 de outubro de 2025, por suposta atuação para desacreditar urnas eletrônicas no contexto da tentativa de golpe de Estado.

No caso de Magno Malta, a proibição decorre de sua conduta em 17 de janeiro, quando tentou usar prerrogativas parlamentares para acessar áreas de segurança máxima sem autorização judicial. O comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar, Allenson Nascimento Lopes, documentou o episódio em ofício enviado a Moraes em 22 de janeiro.

Na decisão, Moraes citou o relatório da autoridade policial: “(…) A autoridade policial militar informou que o Senador MAGNO PEREIRA MALTA tentou ingressar na unidade prisional sem autorização, mediante o uso indevido de prerrogativas parlamentares para acessar áreas de segurança máxima. Tal conduta gera riscos desnecessários à disciplina do Batalhão e à segurança do próprio sistema de custódia, obstaculizando o deferimento do pedido. Da mesma maneira, incabível o pedido de visitação formulado por VALDEMAR DA COSTA NETO, por ser investigado no âmbito das mesmas imputações realizadas ao custodiado, conforme decisão da PRIMEIRA TURMA desse SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no julgamento da AP 2694, em 22/10/2025″.

Segundo o relato policial, o senador permaneceu aproximadamente 30 minutos nas proximidades da unidade e saiu voluntariamente após ser informado que todas as visitas ao ex-presidente dependem de autorização expressa do ministro do STF.

Apesar das negativas para Valdemar e Malta, Moraes autorizou visitas de outros aliados do ex-presidente. O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), o deputado federal Hélio Negão (PL-RJ), o senador Wilder Moraes (PL-GO) e o empresário Nabhan Garcia poderão comparecer à Papudinha. O ministro também atendeu pedido da defesa para que o padre Paulo Silva faça assistência religiosa a Bolsonaro.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), esteve com o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha nesta quinta-feira (29). A visita, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, ocorreu das 11h às 13h no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

A autorização foi concedida por Moraes em 22 de janeiro, na mesma decisão em que liberou as visitas do ministro do TCU Jorge Antônio de Oliveira Francisco, que esteve com o ex-presidente na quarta-feira (28), e do senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, que encontrará Bolsonaro em 4 de fevereiro.

Após a visita de hoje, o governador paulista reiterou apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

Bolsonaro está detido na Papudinha desde 15 de janeiro por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Além das visitas políticas, o ministro do STF também autorizou que o padre Paulo Silva preste assistência religiosa ao ex-presidente. O religioso se juntará ao bispo Robson Rodovalho e ao pastor e deputado distrital Thiago Manzoni (PL-DF), que já possuem permissão para visitas semanais.

A visita de Jorge Antônio de Oliveira Francisco ocorreu ontem, das 11h às 13h. Já o encontro com o senador Rogério Marinho está programado para o período entre 8h e 10h do dia 4 de fevereiro.

Texto redigido com auxílio de ferramenta de Inteligência Artificial.

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