Manifestantes em todo o Brasil foram às ruas neste domingo (1°) para exigir justiça pela morte violenta do cão Orelha, animal comunitário da Praia Brava, em Santa Catarina. Os protestos ocorreram em diversas capitais brasileiras, incluindo Fortaleza, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, com participantes pedindo punição aos responsáveis pela agressão ao animal.
O movimento faz parte de uma campanha nacional contra os maus-tratos e busca transformar a revolta popular em pressão por leis mais severas e proteção efetiva para os animais. Participantes divulgaram vídeos nas redes sociais com seus pets, enquanto exibiam cartazes pedindo justiça por Orelha.
Em Florianópolis, local do crime, manifestantes se reuniram pela manhã no Trapiche da Beira-Mar Norte. Em São Paulo, o ato começou às 10 horas no vão do Masp, com presença dos deputados estaduais Bruno Lima (PP) e Rafael Saraiva (União Brasil).
No Rio de Janeiro, o movimento ocorreu em dois pontos: Aterro do Flamengo pela manhã e Posto 2 da praia de Copacabana à tarde. Manifestações também aconteceram pela manhã em Fortaleza e Belém.
Relembre o crime
O cachorro Orelha, de 10 anos, mascote da Praia Brava, foi encontrado agonizando por moradores locais em 15 de janeiro. Devido à gravidade dos ferimentos, o animal foi levado a uma clínica veterinária onde passou por eutanásia.
A Polícia Civil de Santa Catarina identificou quatro adolescentes como suspeitos da agressão. As autoridades cumpriram mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos e indiciaram familiares dos adolescentes – dois pais e um tio – por crime de coação de testemunhas.
A investigação policial também apura outro crime: a tentativa de afogamento de outro cão comunitário, o Caramelo, na mesma praia.




