O grupo Cacuriá do Candinho, sediado em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, rompeu as fronteiras do Maranhão e alcançou projeção nacional após um vídeo de seu ensaio viralizar nas redes sociais.
Fundada há 12 anos por Cândido Amorim, a agremiação encantou internautas pela precisão de seu “cordão”, onde homens e mulheres em pares dançam em roda com o gingado, a sensualidade e o rebolado característicos da manifestação.
Em entrevista à Urbnews, o projeto de Candinho Amorim afirmou que nasceu da vontade de reunir jovens de seu próprio bairro para preservar uma dança que é reconhecida como patrimônio cultural.
A instituição destacou que o ciclo de preparação é intenso: os ensaios começam logo em janeiro e seguem até maio, servindo de aquecimento para a maratona de apresentações que ocupa os principais arraiais do estado durante os meses de junho e julho.
A dança surgiu originalmente na década de 70 em São Luís, e o que chamou a atenção da web foi justamente a entrega dos dançarinos e as músicas carregadas de metáforas e duplos sentidos, elementos típicos do cacuriá.
A repercussão do vídeo gerou uma onda de curiosidade sobre a cultura maranhense. Muitos usuários relataram surpresa com a “moçada boa de molejo”. Já outros afirmaram que a dança “foi uma das coisas mais bonitas” vistas nos últimos tempos.
