Heliana Barriga, escritora, poeta e contadora de histórias, morreu nesta segunda-feira (2) em decorrência de um infarto, segundo informações de familiares. A autora paraense, natural de Castanhal, dedicou mais de quatro décadas à literatura infantil e à valorização da cultura amazônica.
A artista publicou mais de 60 livros e produziu dez álbuns musicais ao longo de sua carreira. Conhecida como “ecopoeta do cotidiano”, Heliana desenvolveu obras que combinavam elementos da natureza amazônica, fauna regional e brincadeiras populares.
Entre seus principais livros estão “A Abelha Abelhuda” e “Perereca Sapeca”, que conquistaram gerações de leitores com abordagem musical e bem-humorada. Na área musical, deixou trabalhos como “Mala sem Fundo”, “Letícia Coça-coça”, “A Filha do Jabuti”, “Se Eu Fosse Eu Brincava” e “Circo Furreca sem Mala”.
Além de escritora, Heliana atuou como cordelista, compositora e sanfoneira. Ela apresentava espetáculos infantis em escolas, feiras e eventos culturais no Pará e em outros estados brasileiros. Seu trabalho atravessou gerações, aproximando crianças, jovens e adultos das palavras, das histórias e dos saberes da região Norte.
Em 2023, Heliana foi a autora homenageada da 26ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, realizada em Belém, em reconhecimento à sua trajetória e ao impacto cultural de sua obra. A Secretaria Municipal de Educação concedeu à escritora o título de “Embaixadora das Infâncias de Belém da Nossa Gente”.
Recentemente, a artista havia sido reconhecida como Mestra da Cultura pelo PNAB 2025, honraria destinada a artistas e produtores culturais que preservam saberes e expressões da cultura popular brasileira.
O velório da escritora começa ainda nesta segunda-feira no Teatro Waldemar Henrique, localizado na Praça da República, no centro da capital paraense.
*Esse texto contou com auxílio de Inteligência Artificial para ser escrito
