A Justiça do Rio de Janeiro decidiu revogar nesta sexta-feira (6) a liberdade condicional do ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio. A medida ocorre após questionamentos do Ministério Público estadual sobre possíveis irregularidades no cumprimento das regras do benefício concedido ao ex-atleta.
Segundo as investigações, a liberdade condicional concedida em 2023 não teria sido formalizada de maneira adequada, já que Bruno não foi localizado nos endereços informados para assinar documentos obrigatórios previstos na Lei de Execução Penal.
A movimentação judicial ganhou repercussão dias depois do ex-goleiro aparecer no Maracanã para assistir a uma partida do Flamengo, clube onde atuou profissionalmente. Embora a ida ao estádio não configure, por si só, uma violação das regras, o episódio voltou a atenção do público para a situação jurídica do condenado.
Bruno Fernandes cumpre pena de 22 anos por homicídio qualificado e outros crimes relacionados ao caso Eliza Samudio, ocorrido em 2010. Com a nova determinação, o ex-goleiro tem prazo de cinco dias para se apresentar ao sistema penitenciário e formalizar o retorno ao regime semiaberto. Caso não cumpra a ordem, poderá ser expedido mandado de prisão.




