A argentina Agostina Páez, denunciada por racismo no Brasil, compartilhou um vídeo em suas redes sociais na última quinta-feira (5), afirmando estar com medo de ser prejudicada pela situação. O pronunciamento ocorre após a Justiça decretar sua prisão preventiva por injúria racial e gestos racistas contra funcionários de um estabelecimento no Rio de Janeiro.
No vídeo, a mulher declara “estar morrendo de medo”. “Estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação que estou vivendo ganhe repercussão”, afirmou. No último sábado, a advogada e influenciadora teve o passaporte apreendido por determinação da Justiça do Rio de Janeiro e também passará a usar tornozeleira eletrônica como medida cautelar.
Ainda no registro, Agostina afirmou que seus direitos estão sendo violados e disse temer ser ainda mais prejudicada após se pronunciar. A mulher aproveitou a postagem para pedir que parassem de usá-la como exemplo e concluiu com um apelo: “Preciso de ajuda!”.
Relembre o caso
O caso ocorreu no dia 14 de janeiro, quando a vítima procurou uma delegacia no Rio de Janeiro e relatou ter sido alvo de racismo por parte da advogada argentina.
Segundo o relato, as ofensas começaram após um suposto erro na cobrança de uma conta em um bar que a mulher frequentava com amigas. O garçom, vítima do crime, teria ido verificar a situação e pedido que Agostina aguardasse. Nesse momento, ela teria iniciado a agressão verbal.
De acordo com o funcionário, a mulher apontou o dedo para ele e o chamou de “negro” de forma pejorativa, além de outros xingamentos. A vítima decidiu gravar a situação e, nas imagens, é possível ver a influenciadora fazendo gestos e sons que imitam um macaco em direção ao homem.
Imediatamente, a polícia iniciou buscas para localizar a suspeita. No último sábado, dia 17, ela compareceu à delegacia para prestar depoimento, teve o passaporte apreendido e foi encaminhada ao sistema prisional para a colocação da tornozeleira eletrônica.




