Os municípios de Maracanaú e Maranguape irão receber a vacinação-piloto contra a Chikungunya a partir de março deste ano. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde (MS), que escolheu dez cidades em todo o Brasil para realizar a campanha com o medicamento inédito no país.
Com número limitado, a vacina terá dose única e será destinada a pessoas de 18 a 59 anos, com exceção de gestantes, lactantes, imunocomprometidos ou imunossuprimidos e pessoas com alergia a algum componente do imunizante. Ainda não há informação sobre o número de doses que estarão disponíveis.
A expectativa é de que a vacinação comece a partir de 11 de março, com o apoio das secretarias municipais de saúde em parceria com o MS. A escolha das cidades foi feita com base nos cenários epidemiológicos, logísticos e operacionais de cada uma.
Segundo dados do Integra SUS, no ano de 2025, Maracanaú teve 645 notificações de casos de Chikungunya, enquanto Maranguape teve 205. A vacina é a primeira feita para a doença e foi desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva.
Informações do Butantan sobre a vacina desenvolvida com tecnologia de vírus atenuado indicam que, ao entrar no organismo, ela induz a produção de anticorpos sem causar a doença e com poucas reações adversas. Entre elas, dor de cabeça, enjoo, cansaço, dor muscular, dor nas articulações, febre e reações no local da injeção (sensibilidade, dor, vermelhidão, endurecimento, inchaço).
A medicação foi aprovada por agências reguladoras internacionais e pela Anvisa em abril de 2025. Além do Brasil, o produto já foi aprovado para uso no Canadá, Reino Unido e Europa.




