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Piauí formaliza projeto de alfandegamento para iniciar exportações em Luís Correia

A autorização da Receita Federal é o passo jurídico decisivo para que o terminal opere no comércio internacional; minério de ferro será a carga prioritária na fase inicial
Por Iôrran Freire
Atualizado há 4 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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A comitiva piauiense também realizou uma visita técnica ao Porto do Pecém (CE), referência nacional em eficiência aduaneira. Foto: Ascom Porto Piauí

O projeto técnico de alfandegamento do Terminal de Uso Privado (TUP) do Porto de Luís Correia, no Piauí, foi apresentado formalmente à Receita Federal pela Companhia Porto Piauí nesta semana, em Fortaleza (CE). 

A reunião entre a diretoria da companhia e a Delegacia da 3ª Região Fiscal marca o início da etapa burocrática final para que o estado receba o Ato Declaratório Executivo (ADE), licença obrigatória para que o terminal funcione como zona aduaneira e possa despachar mercadorias para o mercado externo. 

Com a infraestrutura prevista para ser inspecionada até o segundo trimestre deste ano, o governo estadual acelera os trâmites para viabilizar as primeiras exportações, tendo o minério de ferro como principal motor econômico da operação inaugural.

Como parte da estratégia para evitar riscos operacionais, a comitiva piauiense também realizou uma visita técnica ao Porto do Pecém (CE), referência nacional em eficiência aduaneira. 

O objetivo foi observar de perto o funcionamento das áreas alfandegadas de grande porte e identificar processos que reduzem a eficiência. A troca de experiências visa preparar as equipes de Luís Correia para lidar com o fluxo de carga pesada.

O que é o alfandegamento e por que ele é importante?

O alfandegamento é a autorização que transforma o porto em uma área sob controle oficial da Receita Federal. Sem essa certificação, o terminal fica restrito apenas à navegação entre portos nacionais, chamada de ‘cabotagem’, sendo impedido por lei de operar com importações ou exportações. 

Na prática, a área alfandegada funciona como um filtro rigoroso onde a entrada e saída de produtos são fiscalizadas para garantir que todos os impostos de comércio exterior sejam pagos, que sejam inspecionados produtos para evitar pragas e riscos biológicos, além de ter um maior controle sobre cargas ilícitas ou perigosas.

Com informações do Governo do Piauí.

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