O adolescente investigado como o responsável pela morte do cão comunitário Orelha tentou esconder o boné e o moletom usados no dia do crime, durante a abordagem policial que ocorreu no aeroporto de Florianópolis, quando ele retornava de uma viagem aos Estados Unidos. A acusação foi feita pelos agentes que participaram da ação.
A mãe do jovem contestou a versão da polícia em entrevista ao Fantástico neste domingo (8). Segundo ela, não houve a tentativa de esconder nada em nenhum momento e completou que não sabia quais provas os agentes estariam buscando.
“Em momento algum eu me neguei ou escondi, até porque eu levei o boné e ele estava com o moletom na viagem. Não tinha o que esconder e também não sabíamos que tipo de prova eles estavam procurando”, explicou a mulher que preferiu não se identificar durante a entrevista.
A polícia reteve o passaporte do adolescente à mando da justiça, e após concluir as investigações, o relatório do inquérito foi encaminhado ao Ministério Público para a avaliação de novas medidas.
O caso Orelha ocorreu no dia 4 de janeiro deste ano, na Praia Brava, bairro nobre da capital catarinense. O cão comunitário que morava no local há mais de 10 anos foi torturado e chegou a ser atendido por veterinário, mas morreu horas após o socorro. A causa da morte seria uma perfuração na cabeça por objeto contundente.
Inicialmente, quatro jovens foram apontados como autores das agressões, mas após analisar imagens de videomonitoramento e ouvir testemunhas, os outros três adolescentes foram inocentados por estarem em locais diferentes na hora do ocorrido.




