A apresentadora Luciana Gimenez se manifestou, nesta quarta-feira (11), por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, após seu nome aparecer em documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein. Na gravação, ela esclarece por que foi citada nos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no fim de janeiro.
Logo no início, a apresentadora negou ter qualquer envolvimento com Epstein, acusado de comandar uma rede de tráfico sexual nos Estados Unidos. “Eu tenho repúdio, ódio, nojo desse cidadão que se chama Jeffrey Epstein. É um cara repugnante, um cara que estuprava mulheres, um cara que mantinha pessoas em cárcere privado e outras coisas que a gente nem sabe. Uma coisa hororosa”.
Os documentos divulgados pelo departamento norte-americano mostram transações bancárias de valores variados feitos nos anos de 2014 e 2018 à apresentadora. Apesar disso, os documentos não apontam que Epstein teria feito estas transações ou que estaria relacionado a elas.
A apresentadora se referiu ao criminoso como “cidadão de quinta categoria” e “lixo de humanidade” e afirmou que estes assuntos devem ser tratados com muita seriedade, pois o que está sendo falado está “totalmente errado”.
Ela explica que recebeu a notícia no domingo, após chegar em casa, e que não conseguiu encontrar os documentos citados pois já tinha encerrado a conta no Deutsche Bank, o banco alemão de Nova York.
Luciana explicou que ligou para um banqueiro do Deutsche Bank no dia seguinte. “Ele começou a me explicar um pouco por que o meu nome estaria numa lista de uma pessoa que eu nunca vi, nunca passei pela frente, não sabia da existência”.
Em seguida, ela explicou que os documentos que citam seu nome foram requisitados pela justiça americana para o banco Deutsche Bank. “O banco pegou todos os documentos que eles tinham dos dias tais que foram requisitados e mandaram para a justiça americana, que por si pegou os documentos e tornaram isso público. E lá está meu nome”.
A apresentadora reforçou que o documento é referente a todas as movimentações das pessoas que tinham contas no banco naquele período. “Não é que são contas do Jeffrey Epstein, eu acredito que devem ter contas de pessoas suspeitas, mas esses documentos são de todas as pessoas que fizeram transações aleatórias neste banco, neste dia, em Nova York”.
Luciana explica que as transações foram feitas de sua cota de investimentos para a conta pessoal. “Eu tenho um e-mail do banco explicando que todas as transferências que ocorreram em meu nome, em várias datas diferentes, foram transações da minha conta, dos meus investimentos, para a minha conta pessoa física. Transações internas do banco, nada a ver com ninguém. Inclusive foram de mim para mim mesma”, informa.
Por fim, a apresentadora afirmou que nunca fez nada que pudesse macular a imagem. “Eu tive que ler coisas horrorosas sobre meu nome. Eu tive que ler muita gente falando que eu recebi 12 milhões de dólares por uma coisa que eu nem sei. Pessoas se levantaram para atacar a Luciana com ódio, com ressentimento, sem ter a menor responsabilidade de realmente saber o que estava acontecendo”.




