O Kremlin afirmou, nesta quinta-feira (12), que bloqueou o aplicativo de mensagens ‘WhatsApp’, por resistência a se adaptar à lei russa. A informação de que o aplicativo teria sido bloqueado foi divulgada pelo jornal norte-americano Financial Times, junto a notícia de que o Facebook e o Instagram também haviam sido restringidos.
Em uma coletiva de imprensa, nesta quinta, Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, confirmou a informação sobre o aplicativo de mensagens americano, mas não citou as outras duas plataformas. “Essa decisão foi de fato tomada e implementada pela relutância do WhatsApp e cumprir as normas e a letra da lei russa”, disse Peskov. Além disso, o porta-voz também não esclareceu questões sobre um possível bloqueio do ‘Telegram’, rede de troca de mensagens russa.
Diante da declaração do Kremlin, a plataforma ‘WhatsApp’ afirmou que segue com ações para manter seus serviços ativos no território russo e também caracterizou o governo de Vladimir Putin como retrocesso.
O bloqueio dessas plataformas de comunicação se dá em um momento onde o governo russo tenta abrir espaço para o ‘Max’, um aplicativo de comunicação desenvolvido pelo próprio Estado.
O cenário do WhatsApp na Rússia
Com mais de 100 milhões usuários no país, a atuação do aplicativo já estava sendo reduzida desde agosto do ano passado. A população enfrentava dificuldades como não conseguir fazer chamadas de vídeos ou enviar fotos e vídeos há meses.
O Roscomnadzor, órgão regulador da internet no país, já havia alertado a ferramenta sobre um possível bloqueio: “Caso as exigências da legislação russa não sejam cumpridas pelo navegador, será totalmente bloqueado”.




