O estado do Amazonas registrou uma redução de mais de 56% na área desmatada no primeiro mês deste ano, totalizando 722 hectares, conforme dados consolidados pelo sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O índice representa uma queda em relação aos 1.656 hectares contabilizados em janeiro de 2025 e vem acompanhado por um recuo de 42,8% no número de alertas ambientais, que baixaram de 77 para 44 registros.
O resultado coloca o início deste ano como um dos períodos de menor pressão sobre a floresta desde 2021, embora municípios como Humaitá e Borba ainda concentrem focos de atenção das autoridades de fiscalização ambiental por liderarem as estatísticas de degradação e notificações de satélite.
Retrospecto e comparação histórica
Os números atuais aproximam o estado dos patamares observados há cinco anos. Em 2021, a área desmatada em janeiro foi de 586 hectares, o registro mais baixo antes do atual ciclo de queda.
Já em relação à quantidade de alertas, o patamar de 44 notificações em 2026 só é superado, em termos de eficiência de controle, pelo ano de 2023, quando apenas 30 avisos foram gerados pelo sistema de monitoramento em tempo real.

