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Ex-ginasta Lais Souza conhece Bruno, paciente que voltou a andar após tratamento com polilaminina

A pesquisa do medicamento é desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, liderada por Tatiana Sampaio
Por Iasmim Melquíades
Atualizado há 2 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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O medicamento foi desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a iniciar a fase 1 de estudos clínicos. Foto: Reprodução/ Instagram @/lalikasouza

A ex-ginasta Lais Souza e o primeiro paciente tetraplégico tratado com polilaminina, Bruno Drummond de Freitas, protagonizaram um encontro emocionante na última terça-feira (17). Em suas redes sociais, Lais compartilhou registros do momento e escreveu um relato sobre o processo de tratamento de Bruno. 

Em 2018, Bruno sofreu um acidente de carro que acarretou várias fraturas: “fraturas na coluna vertebral, nas alturas de C6 e T8. Na região de C6, a lesão medular foi classificada como completa, estabelecendo o diagnóstico de tetraplegia”, descreveu Lais no post. 

Menos de 24 horas após o acidente, o paciente foi submetido a um procedimento cirúrgico, onde tornou-se o primeiro ser humano a receber a polilaminina em uma lesão medular aguda. Semanas após a aplicação da substância, Bruno apresentou “o primeiro indicativo clínico de reconexão funcional”. “Hoje, Bruno se encontra no que define como seu ápice de recuperação funcional, tornando-se 100% independente, com apenas algumas sequelas residuais”, completou a ex-atleta. 

Nos registros do encontro, Bruno aparece empurrando a cadeira de rodas de Lais Souza e os dois conversam e tiram fotos juntos. 

Polilaminina e a esperança da recuperação da tetraplegia por lesão na medula

A polilaminina é um composto reproduzido em laboratório a partir da laminina, uma proteína natural do corpo humano que está presente, principalmente durante a formação e o desenvolvimento do embrião. O medicamento foi desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a iniciar a fase 1 de estudos clínicos.

A decisão é considerada um marco histórico para a ciência do Brasil e do mundo. No post, a ex-ginasta Lais Souza também alerta os internautas sobre possíveis golpes e reitera que o medicamento não está sendo comercializado. “Busquem sempre os canais oficiais, o SAC do laboratório Cristália e a equipe responsável pela pesquisa”, conclui. 

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