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Economia

Ceará atinge mínima histórica no desemprego e supera média nacional de 5,6%, diz IBGE

O cenário segue o registrado no país, que também fechou o ano passado com o indicador na mínima
Por UrbNews
Atualizado há 4 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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O cenário segue o registrado no país, que também fechou o ano passado com o indicador na mínima. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A taxa de desemprego atingiu em 2025 a menor média anual da série histórica em 19 estados e no Distrito Federal, disse nesta sexta-feira (20) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Foram os seguintes casos: Bahia (8,7%), Amazonas (8,4%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%), Distrito Federal (7,5%), Pará (6,8%), Maranhão (6,8%), Ceará (6,5%), Paraíba (6,0%), São Paulo (5,0%), Tocantins (4,7%), Minas Gerais (4,6%), Goiás (4,6%), Rio Grande do Sul (4,0%), Paraná (3,6%), Espírito Santo (3,3%), Mato Grosso do Sul (3,0%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso (2,2%).

O cenário segue o registrado no país, que também fechou o ano passado com o indicador na mínima. A taxa de desocupação do Brasil foi de 5,6% na média anual de 2025.

Os dados integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), cuja série histórica começou em 2012.

O resultado do país já havia sido publicado pelo IBGE em janeiro. A apresentação desta sexta traz outros detalhamentos, incluindo números dos estados.

Analistas associam o panorama recente do mercado de trabalho a uma combinação de fatores. O primeiro é o desempenho positivo da economia nos últimos anos, que contribuiu para a abertura de vagas.

Outra questão que analistas costumam citar é a mudança demográfica em curso no país. Com o envelhecimento da população, a tendência é de que uma parcela dos brasileiros saia do mercado e deixe de procurar ocupação.

Isso reduz a pressão sobre a taxa de desemprego porque uma pessoa sem trabalho também precisa estar em busca de oportunidades para ser considerada desocupada. Não basta só não trabalhar.

O quadro ainda é influenciado pela abertura de vagas ligadas à tecnologia. Estudo recente do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) estimou que atividades realizadas por meio de aplicativos reduziam o desemprego em 1 ponto percentual no país.

Os dados do IBGE consideram postos de trabalho formal e informal. Ou seja, com ou sem carteira assinada ou registro de CNPJ.

Leonardo Vieceli, da Folhapress*

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