A deputada estadual do Ceará Dra. Silvana (PL) afirmou, em entrevista à Urbnews, que não vê justiça no julgamento que pode cassar o mandato dela e de mais três parlamentares pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O julgamento, que foi iniciado no final do ano passado, será retomado nesta terça-feira (24) pelo órgão judiciário eleitoral.
O caso, que está sob relatoria do ministro Antonio Carlos Ferreira, julga se o Partido Liberal cometeu fraude de gênero nas eleições de 2022, ao registrar candidaturas femininas fictícias ou sem consentimento das candidatas nas chapas proporcionais.
Segundo a deputada, não há indícios que comprovem o crime imputado ao partido. Dra. Silvana também destacou que não acha justo cassar o mandato de parlamentares com votação expressiva, através do julgamento do partido ao qual eles estão filiados.
“Eu não acredito, por exemplo, que o deputado que sozinho tirou o coeficiente eleitoral, que foi o deputado Carmelo Neto, que é justo, ele perder o mandato. Que um deputado como o pastor Alcides Fernandes, que fez quase o coeficiente, é normal perder o mandato”, explicou a deputada cearense.
JULGAMENTO RETOMADO NO TSE
Os deputados estaduais do Partido Liberal no Ceará Carmelo Neto, Alcides Fernandes, Dra. Silvana e a ex-partidária Marta Gonçalves (PSB) serão julgados e podem ter seus mandatos na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) cassados.
Analisado pelo TSE, o caso já foi julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) e os políticos condenados com a perda dos seus mandatos. Na decisão proferida em 30 de maio de 2025, por quatro votos a dois, os juízes entenderam que o PL cometeu fraude e pediu a cassação dos diplomas dos deputados.




