Cíntia Chagas, influenciadora conhecida pelo ensino de oratória nas redes sociais, divulgou neste sábado (7) a capa do livro “A Dor Comum: A urgência que nos une”, escrito em parceria com a jornalista e ex-deputada federal Manuela d’Ávila.
As duas personalidades, que vêm de nichos distintos nas redes, iniciaram a parceria após protagonizarem um debate na GloboNews em outubro do ano passado. O momento chamou a atenção do público pois, apesar das opiniões contrárias, as duas não tiveram um confronto direto, mas encontraram pontos em comum em seus discursos, o que culminou na escrita do livro em conjunto.
Segundo Cíntia, a obra “percorrerá dores e experiências comuns às mulheres brasileiras, injustiças que existem unicamente pelo fato de sermos mulheres”.
Cíntia conta ainda que o livro surgiu como uma forma de continuar lutando por mulheres que passam pela mesma experiência que ela. “Se eu tivesse me calado, o homem que me agrediu não teria se tornado réu e, certamente, amparado pela certeza da impunidade, já teria voltado a agredir alguma companheira (à época, a mídia divulgou que não fui a primeira; luto para ser a última)”, escreveu na publicação.
Em 2024, a influenciadora denunciou seu ex-marido, o deputado estadual Lucas Bove (PL), por uma série de abusos físicos e psicológicos durante o relacionamento. Na época, uma medida protetiva foi instaurada e descumprida, segundo a defesa de Cíntia.
No post de divulgação, a educadora completou: “Este livro nasce, então, da Dor Comum a todas nós: negras, brancas, pobres, ricas, progressistas, conservadoras, cristãs, ateias… Ele nasce da dor de sofrer, de apanhar, de morrer simplesmente por ser mulher. Por mais diálogos, por mais soluções, por mais justiça”.




