Neste sábado (7), o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump (Republicanos), recebeu líderes da direita mundial para uma reunião de lançamento da cúpula “Escudo das Américas”. O encontro ocorreu em um resort de propriedade do republicano na Flórida, sem a presença de chefes de Estado da esquerda, como o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o colombiano Gustavo Petro (Pacto Histórico), que não foram convidados.
A cúpula foi idealizada por Trump para abordar temas como o crime organizado nas Américas, a imigração ilegal, além da interferência de países de fora do continente no hemisfério ocidental. Estiveram presentes no lançamento Javier Milei (A Liberdade Avança), da Argentina, Nayib Bukele (Novas Ideias), de El Salvador, e José Antonio Kast (Partido Republicano), do Chile.
A iniciativa faz parte de um conjunto de ações do governo Trump chamado de “Doutrina Donroe”, que emula a “Doutrina Monroe”, implementada pelo ex-presidente dos EUA James Monroe, segundo a qual o continente deveria ser livre de intervenções por parte de países europeus. No caso de Trump, ele busca restaurar a hegemonia de seu país nas Américas, tentando afastar a influência chinesa no continente.
Segundo o republicano, a coalizão lançada “trabalhará em conjunto para promover estratégias que impeçam a interferência estrangeira no nosso hemisfério, as gangues e cartéis criminosos e narcoterroristas, e a imigração ilegal e em massa”.
No evento, o discurso de Trump foi voltado para o México, que, segundo ele, é o “epicentro da violência dos cartéis”. De acordo com o presidente norte-americano, essas organizações orquestram “um profundo derramamento de sangue e caos”. A presidente do México, Claudia Sheinbaum Pardo (Morena), não foi convidada para o evento, mas Trump afirmou que gosta dela e que é uma “mulher linda”.
Sobre a Venezuela, Trump afirmou que Delcy Rodríguez (PSUV), vice-presidente do país no governo de Nicolás Maduro, está fazendo um bom trabalho, mas que só dizia isso porque ela “está colaborando com os EUA. Se não, diria que está fazendo um trabalho horrível”.
Já em relação a Cuba, o presidente norte-americano criticou os recentes acontecimentos no país e a relação entre Havana e Washington, afirmando que os EUA irão para Cuba. “Estamos focados no Irã, mas vamos fazer isso nos próximos dias”, disse.




