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Clássico-Rei

Castelão de luz, nervos e glória: a noite em que o Fortaleza voltou a ser campeão

No fim, como quase sempre acontece no Clássico-Rei, ninguém saiu indiferente. Ficaram as lágrimas, os abraços, o silêncio de um lado e o canto infinito do outro
Por Larissa Maria Dias
Atualizado há 3 meses
Tempo de leitura: 3 mins
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Foto: Mateus Lotif/FEC

O Castelão estava iluminado como em noites que prometem história. Nas arquibancadas, 49.240 torcedores transformavam o estádio em um mar de vozes, cores e ansiedade. Era dia de Clássico-Rei valendo taça, e em clássico não existe roteiro simples quando Ceará e Fortaleza se encontram.

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Desde o primeiro apito, o jogo foi carregado de emoção e nervosismo. Cada passe parecia pesado, cada disputa tinha a intensidade de quem sabia que qualquer detalhe poderia decidir o campeonato.

No primeiro tempo, o Ceará mostrou melhor postura. Organizado, o Alvinegro ocupava bem os espaços e tentava controlar a partida. A torcida alvinegra empurrava, acreditando que o momento era favorável.

Mas finais também são feitas de reação.

No segundo tempo, o Fortaleza voltou diferente. Mais agressivo, mais presente no ataque, mais consciente de que a taça não se conquista apenas esperando. O Tricolor foi crescendo no jogo até encontrar o momento que mudaria a noite.

Quando Luiz Fernando marcou o gol de empate, o lado tricolor explodiu. Mais de 16 mil torcedores foram à loucura, transformando o Castelão em um redemoinho de gritos, abraços e esperança renovada. O clássico estava novamente aberto.

O Ceará ainda tentou reagir. Com sua força máxima em campo,  Vina e Juan Alano buscavam criar as jogadas que pudessem reaproximar o Vozão da taça e assim evitar o drama final. Mas o placar insistiu em permanecer 1 a 1.

Antes do árbitro apitar o fim do tempo regulamentar, a tensão ganhou novos contornos. Em meio ao clima decisivo, sinalizadores foram acesos por torcedores alvinegros, interrompendo momentaneamente o espetáculo que já era intenso por natureza. Após a paralisação, o destino do campeonato seguiria o caminho mais cruel: as cobranças de pênalti.

As penalidades aconteceram no lado inferior sul do Castelão, justamente onde estava concentrada a torcida do Fortaleza. E ali, entre respirações presas e corações acelerados, surgiu o herói da noite: Brenno.

Frio, concentrado e decisivo, o goleiro tricolor brilhou nas cobranças. Com uma defesa crucial na série de cinco pênaltis, garantiu que o Fortaleza saísse vencedor.

Quando a última bola  de Pochettino confirmou o título, o lado tricolor do estádio explodiu 

em festa.  Depois de dois anos, o Fortaleza voltava a sorrir como campeão cearense. 

Lucas Sasha, Brenno, Brítez, Gazal e Crispim não esconderam a felicidade de viver esse momento, entre lágrimas e claro com muita provocação.

O capitão Brítez, visivelmente emocionado, aplaudia a torcida a todo momento, olhando para as arquibancadas como quem agradece por cada canto vindo das cadeiras tricolores e parecia ansioso para viver logo o momento mais esperado da noite: a volta olímpica.

Pouco depois, a festa se completou. Jogadores, comissão técnica e torcida celebraram juntos. Depois de dois anos, o Fortaleza voltava a sorrir como campeão cearense.

No fim, como quase sempre acontece no Clássico-Rei, ninguém saiu indiferente. Ficaram as lágrimas, os abraços, o silêncio de um lado e o canto infinito do outro.

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