De acordo com atualizações no painel de monitoramento do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Geonômica nesta terça-feira (10), o Ceará registrou o primeiro caso de infecção por Mpox em 2026.
O diagnóstico é de um paciente da cidade de Fortaleza. De acordo com o painel de registros do Ministério da Saúde, trata-se de um homem branco e heterossexual de 37 anos que mantinha relações sexuais com mulheres. O caso foi registrado no mês de fevereiro e, além deste, outros dois estão sendo investigados no estado.
Até o momento, não há registro de óbito no estado em 2026. O painel também indica que o Ceará é o terceiro estado da Região Nordeste a confirmar a doença neste ano, ao lado do Rio Grande do Norte e Sergipe. Na região, foram cinco ocorrências em 2026, 60 em 2025 e 1 óbito.
Em nota divulgada à imprensa, a Secretaria da Saúde (Sesa) explica que “mantém ações permanentes de vigilância, investigação de casos e orientação aos serviços de saúde, com o objetivo de assegurar diagnóstico, assistência adequada aos pacientes e adoção das medidas recomendadas de prevenção”.
No ano de 2026, o Brasil já contabiliza 140 casos confirmados e nove prováveis casos de Mpox. Além disso, existem 539 notificações de casos suspeitos. A maior parte dos diagnósticos foi registrada nos dois primeiros meses de 2026.
O que é a Mpox?
A Mpox é uma doença viral causada pelo vírus mpox vírus (MPXV), do gênero Orthopoxvirus. A contaminação ocorre por meio do contato próximo com lesões, fluidos corporais ou materiais contaminados.
A doença causa febre, ínguas (aumento dos linfonodos por infecção) e erupções cutâneas dolorosas. A Mpox também afeta a pele e órgãos internos, como fígado, intestinos, rins, ovários, testículos e o cérebro.

