A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, comentou, durante palestra na Universidade Estadual do Ceará (Uece), em Fortaleza, nesta segunda-feira (16) sobre os desafios que as mulheres enfrentam atualmente na sociedade. Em relação à violência, que muitas das vezes resulta em morte, ela afirmou que “decidiram nos matar, e nós mulheres decidimos não morrer”.
“Decidiram nos matar de várias formas. E nós decidimos viver de todas as formas, de qualquer forma. Eu não quero uma forma própria de viver. Eu não quero uma forma única de viver. Eu quero viver podendo escolher qualquer forma que seja coerente com aquilo que eu sou e que eu pretendo ser”, disse a ministra.
A palestra ministrada por Cármen foi sobre democracia em tempos de desinformação, na Universidade Estadual do Ceará (Uece), em alusão ao aniversário de 50 anos da instituição.
Cármen falou também sobre “a sorte” de nascer em uma família onde teve acesso à educação – que segundo ela, era a prioridade de seu pai.
“E a mulher que não teve essa oportunidade? E a mulher negra que sai de casa de manhã sendo vilipendiada por ser mulher e por ser negra e ainda por não ter condições de reagir contra a falta negativa dos seus direitos fundamentais”, afirmou.
Ela diz ainda que não é porque é ministra da Suprema Corte do Brasil, que não sofre discriminição. “E não imagine que por ser juíza de um tribunal supremo, que eu não sofra discriminação todo dia. Porque este é um país que foi formado, uma sociedade que foi formada para que os homens ficassem nos postos de poder”, finalizou.




