O ex-presidente Michel Temer (MDB) fez uma avaliação sobre seu mandato entre 2016 e 2018, e afirmou que foi um presidente necessário para aprovar reformas importantes para o país.
Em entrevista à TV Bandnews, Temer explicou que se considera “popularíssimo” na atualidade, além de fazer uma avaliação de que conseguiu aprovar as reformas, como a revisão das leis trabalhistas, por ter um alto índice de rejeição à época, sem pretensão de disputar um novo pleito eleitoral.
“Eu não tive preocupação eleitoreira, porque não estava no meu horizonte participar de uma reeleição. Mexer no direito do trabalho é um vespeiro, na Previdência Social, no Ensino Médio. Exata e precisamente em função da impopularidade que eu pude fazer isso. Fui um presidente muito impopular, mas em face daquela impopularidade eu fiz tudo isso que eu disse, e hoje sou um ex-presidente popularíssimo”, disse Michel Temer.
Assumindo o posto de presidência após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o emedebista recebeu o pior índice de aprovação da história em julho de 2018, quando apenas 3% dos brasileiros consideravam o governo ótimo ou bom. Na pesquisa, os que avaliaram o governo como ruim ou péssimo chegaram aos 82%.
Além do governo, Michel Temer foi citado no escândalo com a empresa JBS, que ventilou a possibilidade de renúncia do presidente na ocasião. Nas eleições do mesmo ano, seu candidato foi o economista Henrique Meirelles (MDB) que com um desempenho abaixo, terminou a corrida eleitoral na 7ª posição com apenas 1,2% dos votos válidos.




