O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), anunciou, neste último fim de semana, que a prefeitura pretende zerar as unidades educacionais feitas de estrutura de madeira até o final do ano. Em 2021, a capital do Amazonas tinha 35 escolas de madeira ou mistas, e atualmente possui nove.
A primeira fase teve início com o transporte de 380 toneladas de materiais de construção por barco para reconstruir três unidades na área rural. As outras seis devem entrar em processo de reestruturação até novembro deste ano. A medida faz parte do plano da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que tem trabalhado para eliminar este impasse histórico da rede.
Durante o anúncio, o prefeito manauara ressaltou a importância da medida: “Essa é uma virada histórica. Manaus está enfrentando um problema que ainda existe em muitas regiões do país e será uma das primeiras capitais da Amazônia a eliminar completamente escolas de madeira”, declarou.
O secretário municipal da educação de Manaus, Júnior Mar, enfatizou a relevância das obras para os estudantes da rede pública: “Não existe avanço consistente em aprendizagem sem investimento em infraestrutura. Estamos substituindo escolas precárias por ambientes adequados, garantindo equidade entre alunos da zona rural e urbana e criando condições reais para melhorar o desempenho educacional”, pontuou.
A administração municipal também reformulou o transporte escolar fluvial. Das 52 lanchas da rede, 36 estavam fora de operação. A Prefeitura de Manaus comprou motores, reativou completamente a frota e implementou um novo sistema com monitores a bordo. Além de expandir o serviço para o transporte de professores, assegurando maior segurança, regularidade e acesso às escolas em regiões remotas.




