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Política

Flávio Bolsonaro votou a favor de projeto que equipara misoginia ao racismo, mas aliados reagem contra

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi um dos 67 votos que aprovaram a lei para análise da Câmara dos Deputados
Por Iasmim Melquíades
Atualizado há 2 meses
Tempo de leitura: 3 mins
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Além de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, outros representantes da direita também votaram a favor da lei: Carlos Portinho (PL-RJ), Carlos Viana (Podemos-MG), Ciro Nogueira (PP-PI), Cleitinho (Republicanos-MG), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF). Foto: Agência Senado/ Senador Flávio Bolsonaro/ Flickr

Foi aprovado pelo Senado, na noite desta terça-feira (24), o projeto de lei que equipara a misoginia ao racismo. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) votou a favor da proposta, contrariando a expectativa de seus aliados.

Em resposta à aprovação, diversas personalidades da direita brasileira se manifestaram contra a lei, expressando indignação e preocupação. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que a proposta é uma aberração: “Inacreditável é a palavra… Amanhã começa o trabalho para derrubar essa aberração que foi aprovada hoje no Senado”.

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) também criticou a proposta, afirmando tratar-se de uma armadilha para gerar ódio e divisão entre homens e mulheres. “O Senado aprovou hoje a equiparação da misoginia ao crime de racismo. O projeto define misoginia como ‘conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino’. Projeto de divisão e ódio entre homens e mulheres, acelerado com sucesso. E a direita cai na armadilha da esquerda. Primeira pergunta a ser respondida pela esquerda: mas, afinal, o que é uma mulher? Nem isso vocês sabem dizer. Na Câmara, trabalharemos para derrotar esse projeto”, escreveu a deputada.

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) também se posicionou contra e expressou indignação: “Ao equiparar qualquer tipo de crítica, postura firme ou simples desentendimento com a mulher a um crime de racismo — que é inafiançável e imprescritível —, esse Estado socialista coloca o homem como um cidadão de segunda classe, com a palavra da mulher tendo peso de lei. Na prática, o que estamos vendo é a tentativa de criminalizar o homem pelo simples fato de ser homem”.

Júlia Zanatta (PL-SC) não ficou de fora da discussão e também se opôs à aprovação. “Um pouco do ‘grande’ feito do Senado hoje. Acho que a gente tem que chegar a um ponto muito sério do debate dentro da direita: nossos representantes vão continuar cedendo a todo projeto progressista por medo? Eu não vou compactuar e não vou ceder um milímetro para conforto de alguns”, escreveu em seu perfil pessoal.

Além de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, outros representantes da direita também votaram a favor da lei: Carlos Portinho (PL-RJ), Carlos Viana (Podemos-MG), Ciro Nogueira (PP-PI), Cleitinho (Republicanos-MG), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF).

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