O momento do Ceará está longe de ser confortável e os números recentes ajudam a explicar. Desde as finais do Campeonato Cearense, o Vozão disputou seis partidas e venceu apenas uma, acumulando cinco empates.
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Após o empate diante do ABC, o técnico Mozart afirmou em coletiva que a ansiedade da equipe vem prejudicando o desempenho. Segundo ele, mais uma vez o time sofreu pouca pressão do adversário, mas acabou sendo punido com um gol em uma saída de bola, mesmo diante de poucas oportunidades concedidas.
O Futebora listou alguns pontos que estão negativos na temporada para o Alvinegro. Confira!
Efetividade
Um dos principais entraves está no setor ofensivo. O Ceará até consegue chegar ao último terço do campo e construir volume, mas esbarra na falta de efetividade. Falta qualidade no último passe, frieza nas finalizações e, em alguns momentos, até capacidade técnica para transformar boas jogadas em gols.
Invencibilidade
O principal argumento para amenizar a fase é a invencibilidade: 16 jogos sem derrota. Mas nos últimos cinco, houve apenas uma vitória contra o Maranhão.
A campanha no estadual, construída diante de adversários mais frágeis, acabou mascarando problemas que vieram à tona em jogos mais exigentes. A perda do título, inclusive, abalou a confiança do grupo.
Carências no elenco
Algumas lacunas do elenco também ficam evidentes. Nas laterais, por exemplo, nenhum nome conseguiu se firmar. Rafael Ramos, Alex Silva, Fernando, Sánchez e Júlio César já foram testados, mas a instabilidade permanece.
No ataque, a situação também preocupa. Wendel Silva, que começou bem a temporada, com três gols em dois jogos. Nos últimos confrontos, participou pouco e, mesmo quando aparece, falta o “camisa 9” decisivo para dar o último toque.
Vaias e falta de confiança
O ambiente nas arquibancadas reflete o momento. A tolerância da torcida, sustentada pelos resultados no início do ano, diminuiu após a perda do estadual.
A baixa presença de público na Arena Castelão também virou pauta — inclusive citada por Mozart. E esse cenário pesa: menos apoio, mais pressão e um time cada vez mais inseguro dentro de campo.
Lesões pesam
As lesões também ajudam a explicar a queda de rendimento. Matheus Araújo e Vina, por exemplo, não retomaram o mesmo nível após retornarem de problemas físicos. Dieguinho, lesionado ainda no início da temporada, e Pedro Henrique, que se recupera de cirurgia no braço, são outras ausências sentidas.
No último boletim médico do clube, divulgado pelo clube antes do duelo contra o ABC, Vina retornou ao DM com edema no joelho. Ronald, Pedro Henrique e Dieguinho também continuam ausentes.
E o futuro?
Diante desse cenário, o Ceará busca respostas.. O jovem Melk, que entrou bem nas últimas partidas, vai ser titular contra o Retrô, como informou o treinador Mozart na coletiva pós jogo.
Mais do que uma mudança pontual, o momento exige uma reação coletiva. O Ceará precisa reencontrar confiança, melhorar a eficiência e, acima de tudo, voltar a vencer. Porque, do jeito que está, a invencibilidade já não convence e a paciência da torcida está cada vez mais curta.




