O Papa Leão XIV deu início às celebrações da Semana Santa neste domingo (29), com a tradicional missa de Domingo de Ramos no Vaticano, marcada por um forte apelo pela paz mundial e críticas a líderes envolvidos em conflitos armados.
Durante a homilia, o pontífice destacou que a fé cristã não pode ser associada à violência e reforçou que “Deus não acolhe orações de governantes que promovem guerras”. A declaração ocorre em meio a um cenário internacional de tensões e conflitos, especialmente no Oriente Médio.
Sem citar países ou líderes específicos, o Papa voltou a condenar o uso da religião como justificativa para ações bélicas. Em pronunciamentos recentes, ele já havia questionado a postura de governantes cristãos envolvidos em guerras, sugerindo que façam um “exame de consciência” sobre suas decisões.
A celebração do Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, período mais importante do calendário cristão, e relembra a entrada de Jesus em Jerusalém. Na ocasião, Leão XIV ressaltou que a mensagem central do cristianismo está ligada à humildade, à paz e à reconciliação.
O Papa também já havia feito orações públicas pedindo que governantes “renunciem às armas” e busquem soluções diplomáticas para crises internacionais e, nos últimos dias, o pontífice tem intensificado discursos voltados ao fim dos conflitos globais.
Em outra manifestação recente, feita durante a oração do Angelus no Vaticano no último dia 22 de março, afirmou que a guerra representa um “escândalo para toda a humanidade” e pediu que os líderes mundiais abandonem o caminho da violência e priorizem o diálogo.
A mensagem do Domingo de Ramos, portanto, inaugura a Semana Santa com um chamado à reflexão não apenas religiosa, mas também global, ao destacar a responsabilidade dos líderes diante da vida humana e da construção da paz.
As declarações do Papa Leão XIV reforçam o posicionamento do Vaticano em defesa da paz e da mediação internacional.




