O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a defesa de Jair Bolsonaro dê explicações, em até 24 horas, sobre uma possível violação das medidas cautelares da prisão domiciliar do ex-chefe do Executivo. O ex-presidente está proibido de usar celular e redes sociais.
A decisão foi tomada após uma declaração do ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro. Durante uma participação na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), nos Estados Unidos, o ex-deputado afirmou que estaria gravando um vídeo para mostrar ao pai.
“Vocês sabem por que estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e vou provar para todos no Brasil que você não pode barrar prendendo injustamente o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro”, declarou Eduardo durante no último sábado (28), nos EUA, durante o que é considerado o maior evento conservador do mundo.
Em razão da prisão domiciliar de 90 dias, Bolsonaro está proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, diretamente ou por intermédio de terceiros.
O ministro Alexandre de Moraes deu 24 horas para a defesa de Bolsonaro explicar a declaração do filho. Segundo Moraes, o descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e no retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário for, ao hospital penitenciário.




