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Economia

Com recorde em 2025, PIX leva Banco Central a estudar ajustes em meio a críticas internacionais

As novidades previstas incluem melhorias operacionais e expansão de serviços, com foco em aumentar a segurança e eficiência
Por Luiza Cardoso
Atualizado há 3 meses
Tempo de leitura: 4 mins
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Criado em 2020, o Pix rapidamente se tornou essencial no mercado financeiro brasileiro, superando meios tradicionais como dinheiro, TED e cartões. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O sistema de pagamentos instantâneos Pix, criado pelo Banco Central, registrou novos recordes de uso em 2025 e deve passar por atualizações para ampliar suas funcionalidades, em meio a críticas do governo dos Estados Unidos e defesa pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o BC, no ano passado, a ferramenta registrou R$ 35,36 trilhões em transferências.

As novidades previstas incluem melhorias operacionais e expansão de serviços, com foco em aumentar a segurança, a eficiência e as possibilidades de uso do sistema, que já se consolidou como o principal meio de pagamento do país. A plataforma funciona 24 horas por dia e permite transferências instantâneas sem custo para pessoas físicas.

Um relatório do governo dos Estados Unidos, associado ao ex-presidente Donald Trump, critica o modelo brasileiro sob a alegação de que ele prejudica empresas estrangeiras do setor de pagamentos, como Visa e Mastercard.

Em resposta, Lula afirmou que o sistema é uma conquista nacional e não será alterado por pressões externas. Segundo o presidente, o foco do governo é aprimorar o Pix para atender melhor à população, reforçando o caráter soberano da ferramenta. 

Criado em 2020, o Pix rapidamente se tornou essencial no mercado financeiro brasileiro, superando meios tradicionais como dinheiro, TED e cartões. Em 2025, o sistema atingiu números recordes de transações, consolidando-se como peça central na economia digital do país. 

Além da popularidade, o Pix também é apontado como instrumento de inclusão financeira, por facilitar o acesso a serviços bancários e reduzir custos de transação. As futuras atualizações devem reforçar esse papel, ampliando o alcance e a competitividade do sistema no cenário global. 

Veja as possíveis novidades para este ano:

  • Cobrança Híbrida: inserção, no regulamento do PIX, da possibilidade de pagamento, por meio de QR Code, de uma cobrança que também pode ser quitada via boleto. Atualmente, essa opção é oferecida de forma facultativa, mas há previsão de que se torne obrigatória a partir de novembro deste ano.
  • Duplicata: funcionalidade para permitir o pagamento de duplicatas escriturais (títulos de crédito) via PIX, facilitando a antecipação de recebíveis, com informações atualizadas em tempo real, reduzindo custos operacionais. O intuito é que sirva de alternativa aos boletos bancários.
  • Split tributário: adequar a ferramenta, até o fim do ano, ao sistema de pagamento de impostos em tempo real que vem sendo desenvolvido pela Receita Federal no âmbito da reforma tributária sobre o consumo. De 2027 em diante, a CBS (tributo federal sobre o consumo) será paga no ato da compra, desde que seja feita por meio eletrônico.

Conheça as novidades previstas para o próximo ano:

  • PIX internacional: modalidade que já é aceita em alguns países, como Argentina, Estados Unidos (Miami e Orlando) e Portugal (Lisboa), entre outros. O intuito é que os pagamentos possam ser feitos de forma definitiva, entre países, no futuro. Para assim, interligar sistemas de pagamento instantâneos.
  • PIX em garantia: será um tipo crédito consignado para trabalhadores autônomos e empreendedores do setor privado. A proposta é que esses trabalhadores possam dar, em garantia de empréstimos bancários, “recebíveis futuros”, ou seja, transferências que irão receber por meio do PIX, possibilitando a liberação dos recursos e juros mais acessíveis.
  • PIX por aproximação (modelo offline): o intuito é permitir o pagamento por aproximação mesmo que o usuário não esteja com seu dispositivo conectado à rede por Wi-Fi ou 5G.

Uma das mudanças que está sendo estudada para o futuro, é uma padronização das regras do Pix Parcelado com o intuito de favorecer a competição entre os bancos e a queda dos juros. 

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