Ao menos onze chefes de Executivo estadual deixaram seus postos visando a disputa eleitoral deste ano. A movimentação ocorreu dentro do prazo legal de desincompatibilização, encerrado no sábado (4), que exige o afastamento de ocupantes de cargos públicos seis meses antes das eleições para concorrer a outros cargos.
Na última semana, Ronaldo Caiado (PSD-GO) oficializou sua pré-candidatura à Presidência da República. No mesmo movimento, Romeu Zema (Novo-MG) deixou o governo mineiro após dois mandatos e, embora tenha sinalizado intenção de disputar o Planalto, ainda não formalizou sua entrada na corrida eleitoral.
A corrida pelo Senado contará com a participação de nove ex-governadores que deixaram seus postos no último final de semana. Entre os nomes confirmados estão Gladson Cameli (PP-AC); Wilson Lima (União-AM), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES); Mauro Mendes (União-MT); Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevêdo (PSB-PB) e Antonio Denarium (PP-RR).
Cláudio Castro (PL-RJ) completa a lista, mas enfrenta um entrave jurídico: condenado recentemente pelo TSE à inelegibilidade por oito anos, o ex-governador fluminense deverá manter sua candidatura sob contestação judicial.
De acordo com a legislação eleitoral, chefes do Poder Executivo não precisam renunciar aos cargos caso pretendam disputar a reeleição. Nesse cenário, ao menos nove governadores seguirão em seus postos enquanto concorrem a um segundo mandato consecutivo no pleito de outubro.
Em 4 de outubro, 155 milhões de brasileiros vão às urnas para o primeiro turno do pleito de 2026. A votação definirá os novos ocupantes da Presidência da República, dos governos estaduais e das assembleias legislativas e da Câmara dos Deputados.




