O cantor Amado Batista é um dos 169 novos nomes adicionados na chamada “lista suja” do Governo Federal, atualizada nesta segunda-feira (6), na qual reúne empregadores que são pegos submetendo seus trabalhadores a condições análogas a escravidão.
Com a adição desses nomes, sendo 102 são pessoas físicas (patrões) e 67 pessoas jurídicas, a lista, atualizada semestralmente pelo Ministério do Trabalho, em abril e outubro, contém um total de 613 empregadores. Nesta divulgação, também foram removidos 225 empregadores que completaram dois anos de inclusão no cadastro.
Os novos registros, que representam um aumento de 6,28% em relação a divulgação de outubro do ano passado, resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situações análogas a escravidão.
No caso do cantor de brega, seu nome aparece em duas autuações, uma no Sítio Esperança, envolvendo 10 trabalhadores, e outra no Sítio Recanto da Mata, envolvendo quatro trabalhadores. Ambos registros ocorreram em decorrências de fiscalizações realizadas em 2024 em Goianápolis.
A nova atualização do Ministério do Trabalho contém ocorrências em 22 estados do Brasil, entre os anos de 2020 e 2025, onde Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Paraíba aparecem com maior número de empregadores incluídos, com 35, 20, 17 e 17 casos respectivamente.
Entre as atividades econômicas com maior números de empregadores incluídos no cadastro foram: Serviços Domésticos (23); Criação de bovinos para corte (18); Cultivo de café (12); Construção de edifícios (10); Serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (6).
Os empregadores são incluídos na lista somente após a conclusão do processo administrativo que analisou o caso, com o resultado definitivo e sem a possibilidade de entrada de recurso.




