A plataforma de streaming Netflix confirmou a produção de um documentário sobre Suzane von Richthofen, condenada pela morte dos pais em 2002, após o vazamento de imagens de uma pré-estreia restrita. O serviço audiovisual afirmou apenas que o documentário está em produção, mas que ainda não há previsão de estreia.
Até agora, as informações se restringem a um título provisório, “Suzane Vai Falar”, e a cenas vazadas nas quais a mulher aparece visitando a mansão onde o crime ocorreu, relatando como conheceu o marido e protagonizando momentos em família ao lado do companheiro, do filho e das três enteadas. Em muitas das imagens, que circulam na internet, ela aparece dando gargalhadas e sorrindo, expressões que chamaram a atenção do público.
Algumas cenas foram vazadas nas redes sociais e exibem relatos de Suzane que nunca haviam sido veiculados, como quando afirma que o ambiente familiar era “silencioso” e de “zero afeto”. A Netflix não informou se essas cenas estarão na versão final do documentário.
Essa não será a primeira vez que o crime é retratado no audiovisual. Produções como a série “Tremembé”, do Prime Video, mostram o cotidiano de Suzane na penitenciária e ficaram em alta por várias semanas após o lançamento. Além disso, a plataforma também produziu uma trilogia de filmes baseada no caso: “A Menina que Matou os Pais”, “O Menino que Matou meus Pais” e “A Menina que Matou os Pais: A Confissão”.
Relembre o crime
Em 31 de outubro de 2002, os irmãos Daniel Cravinhos e Christian Cravinhos assassinaram Marisia von Richthofen e Manfred von Richthofen a mando da própria filha do casal, Suzane.
Ela mantinha um relacionamento com Daniel Cravinhos. A relação era desaprovada por ambas as famílias, especialmente pela família de Suzane, o que levou à elaboração de um plano, junto ao namorado e ao cunhado, para simular um latrocínio e ficar com a herança dos pais, dividindo-a entre os três.
Suzane, apontada como mandante do crime, foi condenada a 39 anos e 6 meses de prisão. Desde 2023, porém, cumpre pena em regime aberto. Já os irmãos Cravinhos receberam, respectivamente, penas de 39 anos e 6 meses e 38 anos e 6 meses de prisão, por participação direta nos assassinatos.




