Carlinhos Maia veio a público, nesta última segunda-feira (13), para se pronunciar acerca da multa de R$ 1 milhão que levou em Fernando de Noronha por alimentar inadequadamente animais silvestres. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autor da multa, classificou a ação como uma “exploração de imagens envolvendo animais silvestres em situação de abuso”.
Após ser autuado, o influenciador se referiu à multa como ‘um dos maiores absurdos que já viu na vida’. O alagoano expôs sua indignação em uma sequência de storys: “Estou chocado. Nunca vi algo tão arbitrário, é desproporcional. Disseram que usei a imagem da ave comercialmente. Eu aceito a multa, mas uma multa justa”, disse.
Segundo Carlinhos, a penalidade se trata de um abuso de poder: “Eu tinha achado isso tão absurdo. […] A gente processou de volta, porque isso é abuso de poder. […] Eu apelo para a Justiça brasileira porque, se isso vier a acontecer de fato, vai ser um dos maiores absurdos judiciários que eu vou presenciar na minha vida”, afirmou.
O alagoano ainda citou outros casos de multa pela mesma infração: “A pessoa que alimentou a gaivota foi processada em R$ 5 mil. Pra mim, R$ 1 milhão, porque filmei a gaivota. Quem deu o alimento, infringiu a lei, estão cobrando R$ 5 mil. Eu, que fiz um story, estão me pedindo R$ 1 milhão. Isso é desproporcional”, pontuou.
O que aconteceu
O caso em questão ocorreu em outubro do ano passado, quando Carlinhos Maia gravou seu grupo de amigos alimentando uma gaivota com camarão, o que é proibido por lei.
O ICMBio considerou a ação como infração ambiental em razão da “exploração de imagens envolvendo animais silvestres em situação de abuso na Área de Proteção Ambiental (APA) de Fernando de Noronha”.
O instituto explicou o valor elevado da multa pela visibilidade do influenciador, que poderia incentivar comportamentos semelhantes: “O valor da multa foi estabelecido considerando a gravidade da infração, a relevância ambiental da área protegida e a ampla disseminação do conteúdo nas redes sociais, com potencial de incentivar condutas inadequadas”, informou o órgão.




