Estudantes do campus Butantã, da Universidade de São Paulo (USP), decretaram nesta quarta-feira (16) a adesão à greve feita pelos funcionários da instituição e a paralisação das atividades por tempo indeterminado. A decisão foi aprovada na assembleia geral, convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) Alexandre Vannucchi Leme.
Para formalizar, o DCE publicou nas redes sociais oficiais: “Ontem, em uma assembleia gigantesca, os estudantes da USP apontaram que só existe um caminho contra a precarização e privatização da nossa universidade, que é a luta! Confira os encaminhamentos aprovados e vem com o DCE construir uma vitoriosa greve!”.
Depois da decisão, os estudantes de cada instituto devem fazer reuniões individuais para definir se seguem a greve ou não. Os alunos já haviam feito uma paralisação nesta terça-feira (14) também em apoio a greve dos funcionários, aprovada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp).
As reivindicações feitas pelos alunos são: melhores condições dos bandejões e fim da privatização do espaço, além do aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) para que seja um salário mínimo de São Paulo. Eles também pedem a ampliação dos programas de permanência estudantil na universidade, defesa dos espaços estudantis e equidade entre funcionários e docentes.
Já os funcionários e técnicos administrativos da universidade pedem reajuste salarial e benefícios oferecidos aos professores.
A paralisação atingiu 105 cursos do interior e da capital paulista, de acordo com o DCE, cursos nos campus do Butantã, Largo do São Francisco e campos do interior aderiram ao ato na terça-feira.



