O feriado do dia 21 de abril, que acontece nesta terça-feira, marca o dia da morte de um dos grandes símbolos da Inconfidência Mineira, Tiradentes, que foi levado à forca por traição à coroa em 1792.
Conhecido por sua profissão de dentista, (“tira dentes”), Joaquim José da Silva Xavier foi um homem comum que se associou ao movimento anticolonialista, no qual defendia a instalação de uma República no Brasil.
Diferentemente do que costuma ser retratado em livros, Tiradentes foi levado à forca careca e sem barba. Contudo, quase não há relatos da época acerca de sua aparência física.
A partir dessa lacuna física na história, a imagem de Joaquim foi constantemente associada à figura de Jesus Cristo. Em seus últimos dias de vida, o militar esteve ao lado dos freis José Carlos de Jesus Maria do Desterro e Raimundo da Anunciação Penaforte. Com isso, os relatos da documentação oficial vinham repletos de religiosidade dos companheiros.
O caráter do militar também ajudou a traçar esse paralelo. De acordo com historiadores, nos 11 depoimentos aos quais foi submetido ao longo dos três anos que esteve na prisão, Tiradentes assumiu a culpa da revolta sozinho, sem delatar nenhum de seus companheiros.
Diante disso, o herói ganhou uma versão de diversos artistas, já que sua aparência física era desconhecida. Mas foi na versão de Angelo Agostini que o militar ficou visualmente parecido com Cristo, que ao estudar sua história, percebeu o contorno religioso na qual se encaixava e assim se baseou na pintura ‘Cristo carregando a cruz’, de Antoon van Dyck para dar rosto a Joaquim.
Em homenagem a Tiradentes, que foi um personagem importante para a construção da história do país, foi publicado o Decreto nº 155-B, que estabelece o dia 21 de abril feriado em todo o Brasil desde 1890. Tiradentes foi declarado patrono cívico da nação brasileira no dia 9 de dezembro de 1965, com a Lei nº 4.897, sancionada no governo de Castello Branco.




