O Padre Danilo César, da paróquia de Areial, na Paraíba, firmou acordo com a família da cantora Preta Gil após ser denunciado por intolerância religiosa durante uma missa. As informações são do g1.
O entendimento foi celebrado em 11 de abril, no âmbito de um processo por danos morais e ainda depende de homologação da Justiça.
Pelo acordo, o religioso se compromete a fazer um pedido público de desculpas durante uma celebração transmitida ao vivo pelo canal da paróquia. A retratação deverá mencionar diretamente familiares da artista, incluindo Gilberto Gil, e reconhecer que as declarações tiveram caráter ofensivo e causaram sofrimento à família.
Em contrapartida, o padre deixa de pagar uma indenização estimada em cerca de R$ 370 mil. O cumprimento das condições é obrigatório após validação judicial. Caso não realize a retratação no prazo estipulado, poderá ser aplicada multa significativa.
O acordo também prevê medidas adicionais, como a doação de cestas básicas a uma instituição indicada pela família. A Diocese responsável pela paróquia integra o termo firmado, assumindo corresponsabilidade pelas ações estabelecidas.
O caso teve origem em julho de 2025, quando, durante uma missa transmitida pela internet, o padre fez declarações associando a morte de Preta Gil, vítima de câncer, a crenças religiosas de matriz afro-indígena: “Como é o nome do pai de Preta Gil? Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil?”, disse o padre, à época.
As falas foram amplamente criticadas e consideradas preconceituosas, gerando repercussão nacional e debate sobre intolerância religiosa.
Além da esfera cível, o religioso já havia firmado um acordo na área criminal, com medidas como participação em cursos sobre diversidade religiosa e envolvimento em ações inter-religiosas.




