Em uma fala na manhã desta quinta-feira (23), em Planaltina, Goiás, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou em tom bem-humorado que pretende levar um pé de jabuticaba para Trump, com a intenção de “acalmar” o líder norte-americano.
“Agora, quando eu viajar, eu vou tentar levar um pé de jabuticaba para o Xi Jinping, vou tentar levar um para o Trump para acalmar ele. Dizer para ele que jabuticaba é calmante. Levar maracujá”, disse Lula. O presidente deu a declaração durante sua participação na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa, em Planaltina, no Distrito Federal.
Lula justificou a fala afirmando que o Brasil tem potencial, mas muitas vezes não sabe aproveitá-lo: “Por que sabe o que acontece? O Brasil tem um potencial extraordinário, mas, muitas vezes, nós não sabemos aproveitar”.
Brasil e Estados Unidos voltaram a enfrentar momentos de tensão após a detenção e posterior soltura do ex-deputado Alexandre Ramagem em solo norte-americano, episódio que levou o governo dos EUA a ordenar a retirada de um delegado da Polícia Federal que atuava no país e gerou resposta do Palácio do Planalto, com base no princípio da reciprocidade.
Essa não é a primeira vez que o presidente brinca em presentear o norte-americano com a fruta. No ano passado, em meio ao cenário de tarifas de 50% impostas por Trump a produtos brasileiros, Lula também afirmou que levaria jabuticaba para o presidente dos EUA.
Feira Brasil na Mesa
O evento é realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e tem como objetivo promover o conhecimento, a valorização e o consumo de alimentos e bebidas da sociobiodiversidade brasileira, evidenciando o papel da pesquisa agropecuária e das políticas públicas no desenvolvimento sustentável.
Junto a pesquisadores, Lula visitou o “pomar da ciência”, que conta com cultivos de baunilha, açaí, pitaya, maracujá, entre outras espécies.
Durante a programação, Lula também ressaltou a importância da circulação nacional do potencial frutífero do Brasil: “Nós, brasileiros, ficamos muito preocupados em exportar os nossos produtos, mas muitas vezes a gente esquece que a gente tem um mercado extraordinário no país. […] Ou seja, nós temos um mercado com uma classe média muito diversa, que pode consumir tudo aquilo que a gente pensa em vender para os europeus, para os chineses, para os americanos”.




