O empresário e ex-apresentador de televisão Roberto Justus, de 70 anos, afirmou não desejar que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) volte a ocupar a Presidência da República e acrescentou elogios à liderança política de Lula. A declaração foi dada durante uma entrevista ao podcast “Irmãos Dias”.
“Hoje eu não gostaria de ver o presidente Bolsonaro de volta. Acho que o presidente Bolsonaro pisou muito na bola. Acabou entregando de volta o governo à esquerda brasileira com a incompetência dele, na minha opinião, de saber lidar com esses assuntos”, declarou ao aprofundar a resposta à pergunta se Tarcísio seria um bom candidato.
Justus ainda relembrou o cenário crítico das eleições de 2022, quando Bolsonaro viajou com o intuito de não passar a faixa presidencial. Segundo Justus, naquele período não houve uma tentativa de golpe, mas uma movimentação com o intuito de questionar. “Não passou a faixa, não soube ser bom perdedor”, disse. O empresário acrescentou que não acredita que tenha havido uma tentativa de golpe de Estado, mas que ocorreu “um movimento de: ‘Não aceito a derrota. Chama a turma aqui, o que a gente pode fazer?’”.
Em seguida, Roberto argumentou que Bolsonaro não tem postura de líder, mas que consegue ver esse perfil em Lula. “Ele não tem esse cacoete de líder. O Lula tem cacoete de líder. Eu posso não concordar com a esquerda e com a forma como o Lula faz as coisas, não estou aqui para defender. Mas, pelo menos nas coisas em que ele acredita — nas quais eu não acredito —, ele é muito esperto, muito inteligente. Ele tem carisma”, revelou, e complementou que, apesar dos elogios, em sua opinião, ele não está fazendo um bom governo.
Justus também afirmou acreditar que Flávio Bolsonaro pode ser uma boa opção de candidato e defendeu que ele vem adotando uma postura menos extremista do que a de seu pai, além de apresentar propostas interessantes: “O discurso dele não está ruim”.




