O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou, nesta terça-feira (2), uma nota em repúdio à conclusão preliminar de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O processo “Seleção 301”, investiga supostas práticas comerciais desleais do Brasil e pode resultar em tarifas de 25% sobre produtos nacionais.
O Governo Lula associou a imposição de novas tarifas americanas e a investigação por concorrência desleal às recentes articulações da família do ex-presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos. Conforme nota oficial, o encontro da última semana em Washington entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Donald Trump foi o fator determinante para a retaliação econômica contra o Brasil.
“Essas investidas têm contado com o auxílio de falsos patriotas que usam cargos e funções públicas para conspirar contra os interesses nacionais”, diz.
O comunicado também aponta que as taxas têm caráter político. O objetivo delas, segundo a nota, seria prejudicar a economia do país e afetar o mercado de trabalho local.
“O principal efeito das tarifas unilaterais, politicamente motivadas, aplicadas ao nosso país tem sido impor danos à economia nacional e à geração de emprego e renda, além de diminuir o papel dos EUA como nosso parceiro comercial”, afirma.
O Planalto espera que as sugestões do órgão americano não virem tarifas reais. Mesmo assim, o governo afirma que adotará todas as ações possíveis para proteger a economia, os empregos e a renda no país.




