O Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo, determinou a prisão em regime aberto do jornalista Luan Araújo, condenado por difamação contra Carla Zambelli, após o não pagamento da indenização e das demais obrigações financeiras fixadas na condenação.
Luan foi julgado culpado por difamar a parlamentar ao ter publicado um texto com críticas a Zambelli após o episódio da perseguição.
O jornalista declarou, entre outras coisas, que Zambelli fazia parte de uma “seita de doentes de extrema-direita que a segue incondicionalmente e segue cometendo atrocidades”. Segundo Araújo, esse grupo seria formado por “mercadores da morte”.
Mesmo absolvido da acusação de injúria no processo movido pela parlamentar, o jornalista acabou sofrendo condenação por difamação. Atualmente, a dívida pendente soma pouco mais de R$ 2,2 mil, já incluindo as multas e as custas do processo.
“Com efeito, tendo em vista que o condenado, apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta, nos termos do artigo 44, parágrafo 4º, do Código Penal, converto a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade, nos moldes da sentença prolatada”, escreveu juiz José Fernando Steinberg , magistrado responsável pelo caso, em decisão publicada em 1º de junho.
Após o veredito do juiz José Fernando Steinberg, Luan Araújo usou as redes sociais para divulgar uma nota oficial. No comunicado, ele classifica como “injusta” a sua condenação por difamação, que exige o pagamento de pouco mais de R$ 2,2 mil após a inclusão de multas e taxas judiciais.
Entenda
Às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, Carla Zambelli e Luan Araújo se envolveram em uma discussão em São Paulo que ganhou grande repercussão nacional após a parlamentar perseguir, armada, o jornalista.
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Zambelli a 5 anos e 3 meses de reclusão pelos crimes de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.




