Após a fala do ex-deputado federal Capitão Wagner em entrevista ao programa Sem Pressa, da Urbnews, no qual afirmou que teria condecorado o policial que atirou no senador Cid Gomes (PSB-CE) caso fosse governador do Ceará à época, figuras políticas iniciaram uma mobilização em defesa do parlamentar, demonstrando indignação com a declaração.
O secretário da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira (PDT), publicou um vídeo em repúdio à fala e questionou o posicionamento de Ciro Gomes (PDT), atual aliado político de Capitão Wagner e irmão de Cid Gomes.
“Ciro Gomes, eu queria fazer uma pergunta para você: você concorda com a declaração do seu aliado, Capitão Wagner, em relação ao seu irmão, senador Cid Gomes?”, questionou Chagas.
O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Romeu Aldigueri (PSB), também manifestou solidariedade ao senador e publicou uma nota oficial sobre o caso.
“Condecorar alguém que quer matar! Senador Cid Gomes, receba minha solidariedade. O senhor deixou um legado inabalável. Nenhum líder de motim irá sequer arranhar sua grandiosa história. Portanto, fica aqui meu repúdio absoluto à fala do representante bolsonarista”, declarou Romeu.
A reportagem entrou em contato com o senador Cid Gomes (PSB-CE) através de sua assessoria de imprensa acerca das declarações de Capitão Wagner mas até o momento da publicação do texto não houve retorno. A matéria será atualizada em caso de retorno.
O episódio mencionado por Capitão Wagner ocorreu em 2020, quando Cid Gomes tentou interromper uma manifestação de policiais militares que reivindicavam reajuste salarial em Sobral, no interior do Ceará. Na ocasião, o senador avançou com uma retroescavadeira em direção ao grupo de manifestantes, provocando tumulto. Em seguida, um dos policiais presentes efetuou disparos que atingiram o parlamentar.
Segundo Capitão Wagner, a ação do policial foi necessária para evitar uma tragédia.
“O policial que atirou no Cid, eu, sendo governador, condecoraria esse policial, porque ele evitou uma tragédia. Se o Cid passasse por cima daquelas famílias, quantas pessoas iam perder a vida?”, afirmou.




